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Incidência aumenta entre menores de 50 anos, e especialistas buscam respostas para o avanço precoce da doença. No Brasil, mortes devem crescer 36% até 2040.O câncer colorretal, antes associado sobretudo a adultos mais velhos, avança cada vez mais entre homens e mulheres jovens. Nos Estados Unidos, já é a neoplasia que mais mata abaixo dos 50 anos.

coloretal

As mortes do ator de Dawson's Creek, James Van Der Beek, aos 48 anos nesta semana, e, em 2020, da estrela de Pantera Negra, Chadwick Boseman, aos 43, destacaram o risco para adultos relativamente jovens. A doença também vem sendo diagnosticada até mesmo em pessoas na casa dos 20 anos – algo que, até pouco tempo atrás, era excepcional.

"Agora estamos começando a ver cada vez mais pessoas de 20, 30 e 40 anos desenvolvendo câncer de cólon. No início da minha carreira, ninguém dessa idade tinha câncer colorretal", diz John Marshall, do Centro Oncológico Lombardi da Universidade de Georgetown, oncologista há mais de três décadas.

A tendência também foi identificada em um estudo publicado na revista científica The Lancet Oncology em 2025. Ao analisar dados de 50 países, os pesquisadores constataram a incidência de câncer colorretal de início precoce em 27 deles. Em 20, o avanço ocorreu exclusivamente entre os mais jovens – ou cresceu mais rápido nesse grupo do que entre os adultos mais velhos.

A seguir, o que você precisa saber sobre o câncer colorretal e como se proteger.

Por Deutsche Welle

Foto: Samunella/Depositphotos/IMAGO

Praticar exercício físico pode ser tão eficaz quanto remédios e psicoterapia no tratamento da depressão e da ansiedade, segundo uma das maiores análises já realizadas sobre o tema. O estudo, que reuniu dados de quase 80 mil pessoas, aponta que a atividade física reduz sintomas em todas as faixas etárias e, em alguns casos, apresenta resultados superiores aos tratamentos tradicionais.

A pesquisa é uma “revisão de revisões” (meta-meta-análise), publicada por cientistas da Austrália. Os autores reuniram e avaliaram metanálises e revisões sistemáticas já existentes para medir, com mais precisão, o impacto do exercício na saúde mental.

Ao todo, foram incluídos 63 estudos, que continham 81 metanálises, abrangendo 1.079 estudos individuais e 79.551 participantes. A busca foi feita em sete grandes bases de dados científicas, como SCOPUS, PsycINFO e PubMed. Para garantir que o efeito observado viesse apenas do exercício, os pesquisadores excluíram pessoas com doenças físicas crônicas pré-existentes, como câncer e doenças cardíacas.

Por que exercício físico funciona? O exercício funciona como tratamento eficaz para a saúde mental porque atua simultaneamente em frentes biológicas, psicológicas e sociais. De acordo com as análises, a atividade física não é apenas um “hábito saudável”, mas uma intervenção que altera a química e a estrutura do cérebro, além de fortalecer o bem-estar emocional por meio da interação com outras pessoas.

“A depressão tende a comprometer o planejamento, a iniciativa e a organização. Quando o exercício tem horário fixo, estrutura e repetição, ele funciona quase como um guia. A pessoa não precisa decidir o tempo todo. A estrutura já está dada. Isso também ajuda a regular o ciclo sono-vigília e, com a repetição, pode favorecer neuroplasticidade pré-frontal. Cada sessão cumprida reforça uma ideia simples, mas poderosa: ‘eu consigo’. Isso reorganiza comportamento e autoestima ao mesmo tempo”, afirma Helder Picarelli, médico neurocirurgião e neurologista do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP)

Do ponto de vista neurobiológico, medicamentos e exercício atuam sobre vias semelhantes, mas por caminhos diferentes. O humor, a motivação e o prazer são mediados por vias finais comuns — neurotransmissores, atividade elétrica e regulação hormonal. O que ocorre nas diferentes intervenções é que essas vias são estimuladas por mecanismos distintos para chegar ao mesmo resultado. Medicamentos estimulam essas vias por um caminho químico específico. O exercício ativa essas mesmas redes por vias fisiológicas mais amplas, metabólicas, inflamatórias, hormonais e comportamentais.

Qual exercício funciona melhor em cada caso? 🏃🏻‍♀️Os pesquisadores identificaram que não existe fórmula única: o tipo e a intensidade do exercício impactam as condições de forma diferente.

  • Para casos de depressão: Os melhores resultados foram observados em exercícios aeróbicos (como corrida ou caminhada), realizados em grupo e com supervisão profissional. O componente social e o senso de pertencimento foram apontados como cruciais para potencializar o efeito antidepressivo.
  • Para casos de ansiedade: Programas de curta duração (até oito semanas) e de baixa intensidade mostraram-se mais eficazes para reduzir os sintomas de forma mais rápida.

“O estudo não prova o porquê dos exercícios aeróbicos terem maior impacto na depressão; ele aponta uma associação, não uma causalidade. Mas há hipóteses plausíveis: efeito mais consistente no sono, na energia e no humor, facilidade de adesão a atividades como caminhada, corrida ou ciclismo e sensação mais rápida de melhora, o que reforça a continuidade do tratamento”, conta Diego Munhoz, médico ortopedista formado pela USP.

Quem mais se beneficia?

Embora o exercício ajude em todas as faixas etárias, dois grupos apresentaram melhoras mais expressivas:

Jovens adultos (18 a 30 anos), fase marcada pelo início de muitos transtornos mentais. Mulheres no pós-parto, grupo em que o exercício foi classificado como estratégia de “baixo risco e alto benefício” para a saúde mental materna. Exercícios físicos e o vínculo social A eficácia do exercício não é apenas psicológica. Biologicamente, ele estimula a produção de neurotrofinas (proteínas que ajudam no crescimento e na sobrevivência dos neurônios) e protege o cérebro contra danos neurotóxicos. No campo social, o exercício em grupo aumenta a motivação e a sensação de apoio, o que ajuda o paciente a manter o tratamento por mais tempo.

De acordo com Helder Picarelli, quando a pessoa está isolada, sistemas cerebrais ligados à dor emocional ficam mais reativos. O exercício em grupo acrescenta pertencimento, ativa circuitos de recompensa e reduz a resposta ao estresse. Isso diminui a ruminação e a autocrítica. "Não é só o músculo que está sendo treinado é o cérebro social", diz. Se é tão eficaz, por que ainda não é primeira opção? Os autores defendem que o próximo passo é transformar as evidências em recomendações práticas, para que médicos possam prescrever exercício com a mesma segurança com que indicam medicamentos ou psicoterapia, ampliando o arsenal terapêutico no enfrentamento da depressão e da ansiedade.

Apesar das evidências esmagadoras, o estudo aponta que a recomendação de exercícios nos consultórios ainda é limitada. Os pesquisadores alegam que profissionais de saúde devem prescrever atividades físicas com a mesma confiança que prescrevem fármacos, criando guias práticos e personalizados para cada perfil de paciente.

“Exercício é ferramenta terapêutica poderosa, mas não pode virar algo rígido ou culpabilizante. Precisa ser adaptado à realidade de cada pessoa e, quando bem orientado, passa a integrar o cuidado”, pontua o médico.

(*Estagiária, sob supervisão de Ardilhes Moreira)

Quem vive com diabetes sabe que cada escolha alimentar importa — e a ciência identificou dois aliados naturais que atuam juntos no controle do açúcar no sangue e na proteção do fígado: a maçã e a maca peruana (Lepidium meyenii). Enquanto a maçã oferece fibras e antioxidantes que regulam a glicose e combatem a inflamação hepática, a maca peruana age diretamente nas células do fígado para melhorar o metabolismo da insulina. Usados de forma complementar, os dois recursos se tornam uma combinação especialmente relevante para quem precisa cuidar da saúde metabólica sem abrir mão de uma alimentação natural e acessível.

Por que a maçã é a fruta mais indicada para quem tem diabetes? A maçã tem índice glicêmico baixo — entre 28 e 40 —, o que significa que ela eleva a glicose no sangue de forma lenta e gradual, sem provocar os picos que desestabilizam o controle do diabetes. Sua casca é rica em quercetina, um flavonoide com ação anti-inflamatória e antidiabética documentada, e em pectina — fibra solúvel que retarda a absorção de açúcar no intestino e alimenta as bactérias benéficas do microbioma intestinal. Comer a maçã com casca, inteira e sem processamento, é essencial para aproveitar esses benefícios em sua forma mais completa.

Como a maca peruana age no fígado e no metabolismo da glicose? A maca peruana vai além dos benefícios da maçã ao agir diretamente no interior das células hepáticas. Seus compostos ativos — entre eles macamidas, glucosinolatos e flavonoides — ativam vias metabólicas que melhoram a resposta das células à insulina, reduzem o acúmulo de gordura no fígado e aumentam a atividade de enzimas antioxidantes como a SOD (superóxido dismutase) e a GPx (glutationa peroxidase), que protegem o tecido hepático dos danos causados pelo estresse oxidativo elevado no diabetes.

O que a ciência comprova sobre maca peruana e resistência à insulina no fígado? O estudo laboratorial Maca extracts regulate glucose and lipid metabolism in insulin-resistant HepG2 cells via the PI3K/AKT signalling pathway, publicado no PubMed Central (PMC) em 2021, testou o efeito de extratos de maca diretamente em células hepáticas humanas (HepG2) com resistência à insulina — modelo celular utilizado para estudar o diabetes tipo 2. Os resultados mostraram que a maca reverteu os distúrbios no metabolismo da glicose e dos lipídios nessas células, aumentando significativamente a expressão das proteínas PI3K e AKT, responsáveis pela captação de glicose pelas células. Os pesquisadores concluíram que a maca tem potencial para melhorar o metabolismo hepático da glicose em contextos de resistência à insulina, abrindo caminho para seu uso como complemento alimentar no manejo do diabetes tipo 2.

Benefícios comprovados da combinação entre maçã e maca peruana Quando incluídos juntos na rotina alimentar, a maçã e a maca peruana cobrem frentes complementares do cuidado metabólico. Confira os principais benefícios documentados por pesquisas científicas:

GLICOSE

A pectina da maçã retarda a absorção de açúcar, enquanto a maca peruana pode melhorar a captação de glicose pelas células via ativação da via PI3K/AKT.

FÍGADO

A quercetina pode ajudar a reduzir marcadores de inflamação hepática (como ALT e AST), enquanto a maca favorece enzimas antioxidantes do fígado.

TRIGLICERÍDEOS E LDL

Estudos com maca (em modelos animais) indicaram queda em VLDL, LDL e triglicerídeos no sangue e no tecido hepático.

MICROBIOMA A pectina alimenta bactérias benéficas que produzem compostos anti-inflamatórios; os polissacarídeos da maca podem ter efeito semelhante.

ENERGIA E ADAPTAÇÃO

Por ser adaptógena, a maca pode ajudar o organismo a lidar melhor com o estresse físico e metabólico, reduzindo a sensação de fadiga metabólica.

Como incluir maçã e maca peruana na rotina de forma segura? Para a maçã, a orientação mais importante é consumir com a casca, inteira e preferencialmente longe de outros carboidratos, limitando a uma ou duas unidades por dia. Para a maca peruana, a forma mais comum de uso é o pó gelatinizado — a versão com melhor absorção e menor risco de desconforto gástrico —, adicionado a vitaminas, sucos ou iogurtes naturais na quantidade de 1 a 3 gramas por dia, conforme a tolerância individual. As duas formas se integram com facilidade a uma alimentação equilibrada e podem ser combinadas na mesma refeição sem interações negativas conhecidas.

É importante destacar que, apesar do respaldo científico crescente para ambos os alimentos, eles funcionam como complementos nutricionais — não como substitutos para medicamentos antidiabéticos ou para o acompanhamento médico regular. Antes de introduzir a maca peruana como suplemento, especialmente se você faz uso de medicamentos para diabetes, consulte um médico endocrinologista ou nutricionista, que poderá avaliar a dose adequada e verificar se não há contraindicações para o seu caso específico.

Tua Saúde

O mundo ainda vive os reflexos da pandemia de covid-19 quando novos riscos sanitários voltam a mobilizar cientistas e autoridades de saúde. Em 2026, especialistas apontam que a combinação entre mudanças climáticas, crescimento populacional e intensa circulação internacional de pessoas tem favorecido a evolução e a disseminação de vírus com potencial de provocar novas crises globais.

Reportagem publicada pelo portal g1, com base em análises científicas e artigo divulgado na revista The Conversation, destaca três patógenos que concentram atenção especial neste ano: a gripe aviária H5N1, o mpox e o vírus Oropouche. Embora distintos em origem e forma de transmissão, todos apresentam sinais recentes de expansão territorial.

Brasil 247