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A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou nesta sexta-feira (13) a redução do tempo de isolamento para pacientes infectados com Covid-19, tanto os sintomáticos quanto assintomáticos. 

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O período foi de 13 para 10 dias para pessoas com sintomas e de 10 para 5 para os que não têm sinais da doença.  A OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou nesta sexta-feira (13) a redução do tempo de isolamento para pacientes infectados com Covid-19, tanto os sintomáticos quanto assintomáticos. 

Além disso, no novo guia para o manejo clínico na pandemia, a OMS sugere o uso de testes rápidos de antígeno para diminuir o período de isolamento em até três dias, conforme apresentado em entrevista coletiva pela chefe do programa de resposta à Covid-19 da OMS, Janet Diaz.

As mudanças são recomendadas após a análise dos resultados de 12 estudos com 2.799 pacientes, nos quais a redução do isolamento produziu um baixo aumento de casos graves que necessitaram de internação hospitalar (2 por mil no caso de pacientes assintomáticos e 19 por mil naqueles que apresentaram sintomas).

"O esperado é que a maioria das pessoas prefira períodos mais curtos de isolamento e que isso tenha efeitos econômicos e sociais positivos", disse o especialista. Na seção de terapias recomendadas, a única mudança é a expansão do uso recomendado do medicamento antiviral nirmatrelvir-ritonavir (comercializado pela Pfizer sob o nome de Paxlovid), cujo uso a partir de agora também é considerado uma opção para mulheres grávidas ou lactantes com Covid-19.

Agência EFE

A internação da pequena Aurora, filha de Pedro Scooby com a modelo Cíntia Dicker, serve de alerta para a importância do pré-natal. O estado de saúde da filha de Pedro Scooby, surfista e ex-BBB, tem sido um dos temas mais procurados da internet nos últimos dias.

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Aurora, filha de Scooby com a modelo Cíntia Dicker, está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital no Rio de Janeiro desde o dia 27 de dezembro, data de seu nascimento.

Ainda que a gestação tenha recebido o devido acompanhamento, a realidade socioeconômica do país reflete a gravidade da desinformação sobre a importância do pré-natal.

As consultas de pré-natal são fundamentais para que possam ser identificadas e evitadas doenças que podem atingir a mãe e o feto, proporcionando o crescimento saudável do bebê e reduzindo os perigos para a gestante. O Ministério da Saúde atesta que a deficiência de cuidados hospitalares, como a realização de pré-natais, se destaca como uma das principais razões para a elevada taxa de mortalidade infantil no Brasil.

A cirurgiã-dentista e especialista em saúde bucal Dra. Bruna Conde alerta que o pré-natal geral também envolve cuidados com o pré-natal odontológico. É importante manter a saúde bucal em dia durante a gestação, pois isso pode afetar diretamente o bebê. Dessa forma, é recomendado que as mulheres consultem um dentista regularmente durante o pré-natal.

Muitas incertezas e mitos a respeito da saúde bucal de gestantes são transmitidos de geração em geração a partir de suas experiências pessoais. Contudo, diversas pesquisas evidenciam o desconhecimento das grávidas em relação a fatores biomédicos cruciais para sua saúde bucal, bem como às crenças populares acerca das doenças orais e da gestação, assim como do tratamento odontológico durante o período de gravidez. “Desta maneira, muitas gestantes não colocam o pré-natal odontológico como prioridade, contribuindo para o agravo de problemas bucais e para a precariedade das condições bucais tanto da mãe quanto de suas crianças.” afirma a Dra. Bruna Conde.

Durante a gravidez, o corpo sofre diversas transformações físicas e emocionais, tornando-se um momento ideal para a promoção de hábitos saudáveis. A gravidez gera muitas questões, que podem incentivar a futura mamãe a buscar por mais conhecimento e assim se adaptar a práticas melhores para a saúde.

Assim, é possível promover um cuidado autossuficiente durante a gravidez para melhorar a saúde bucal, prevenindo a ocorrência de cáries e doença periodontal.

Além disso, várias evidências comprovam a relação entre infecções bucais durante a gestação e o risco para o bebê nascer com baixo peso ou prematuramente. Estima-se que mais da metade dos partos prematuros, sem fator de risco estabelecido, podem estar associados à doença periodontal. 

A doença periodontal é uma infecção das gengivas que pode levar à destruição do tecido conjuntivo e à perda óssea. Se não for tratada, pode causar sérios problemas de saúde, incluindo o parto prematuro. “Por isso, é importante manter a saúde bucal em dia e realizar o tratamento da doença periodontal o quanto antes. Pesquisas revelam que bactérias presentes na placa dental são capazes de migrar para o útero e causar inflamação, o que pode levar às contraturas uterinas e ao parto prematuro.” ressalta a cirurgiã-dentista Bruna Conde. 

Para criar bons hábitos desde o começo, as Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal sugerem que é essencial oferecer ações educativas preventivas para gestantes. Trabalhando em conjunto com a equipe médica, deve-se encaminhar a gestante para a consulta odontológica durante o pré-natal, onde poderão avaliar cuidadosamente sua saúde bucal, verificar se existem cáries, restaurações deficientes, alguma alteração no hálito, paladar, dicas para ânsia na escovação, hábitos alimentares (ingestão de açúcares) entre outros. 

Segundo a Dra. Bruna Conde, no pré-natal odontológico, além de toda a avaliação da saúde bucal as gestantes recebem orientações sobre os cuidados necessários com a cavidade bucal do futuro bebê, sobre aleitamento materno, utilização de bicos artificiais (chupeta e mamadeira), sintomas de erupção dentária e alimentação saudável para o desenvolvimento dos dentes do bebê.

“O pré-natal odontológico fornece todas as informações para que a gestante possa cuidar da saúde bucal do bebê. Assim como o pré-natal convencional, o pré-natal odontológico é importante para garantir o bem-estar e a saúde do bebê. Além disso, a mãe também é informada sobre os cuidados que deve ter com o bebê após o nascimento.” finaliza a Dra. Bruna Conde.

3 min de leitura R7

Foto: reprodução

Um simples exame de sangue pode ser, em um futuro próximo, capaz de diagnosticar uma forma hereditária da doença de Alzheimer dez anos antes de os primeiros sintomas aparecerem. A técnica, baseada em biomarcadores, foi desenvolvida por pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia.

Em um artigo publicado na revista Brain, os cientistas detalham como a GFAP (proteína glial fibrilar ácida) reflete mudanças no cérebro devido à doença de Alzheimer, mas que ocorrem antes que seja possível detectar o acúmulo de outra proteína mais conhecida, a tau. "No futuro, [o método] pode ser usado como um biomarcador não invasivo para a ativação precoce de células imunes, como astrócitos, no sistema nervoso central, o que pode ser valioso para o desenvolvimento de novos medicamentos e para o diagnóstico de doenças cognitivas", afirma em comunicado a primeira autora do estudo, Charlotte Johansson, do Departamento de Neurobiologia, Ciências do Cuidado e Sociedade do Karolinska Institutet.

A forma estudada que pode ter o diagnóstico precoce é rara e representa menos de 1% de todos os casos de Alzheimer, mas ela ocorre em indivíduos com pais que tenham uma mutação genética que aumenta em 50% o risco de desenvolver a doença.

Os pesquisadores analisaram amostras sanguíneas de 33 portadores da mutação e outros 42 que não tinham a predisposição herdada, entre 1994 e 2018.

“A primeira mudança que observamos foi um aumento na GFAP aproximadamente dez anos antes dos primeiros sintomas da doença”, diz a última autora do estudo, Caroline Graff, professora do Departamento de Neurobiologia, Ciências e Sociedade do Cuidado, Karolinska Institutet.

Ela acrescenta que, em seguida, houve aumento das concentrações de P-tau181 e, posteriormente, NfL (proteína leve de neurofilamento), "que já sabemos estar diretamente associada à extensão do dano neuronal no cérebro de [pacientes com] Alzheimer". Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), atualmente 55 milhões de pessoas vivem com demência em todo o planeta, das quais entre 60% e 70% têm Alzheimer.

Com o envelhecimento da população, estima-se que a demência poderá atingir 78 milhões de pessoas daqui a oito anos e 139 milhões até 2050.

Diagnosticar precocemente a doença é um desafio que cientistas tentam resolver há décadas. Isto porque, quando identificada cedo, há formas de fazer com que a doença progrida mais lentamente, o que garante qualidade de vida ao paciente.

Durante a fase inicial e até moderada do Alzheimer é comum que os pacientes se recordem de fatos do passado e das pessoas do convívio social.

Somente na fase mais avançada é que células da região cortical do cérebro, que armazena memórias antigas, começam a ser afetadas, o que faz com que o indivíduo não reconheça mais familiares e amigos.

Outros sinais iniciais incluem mudanças no humor ou personalidade, afastamento de amigos e familiares, alterações visuais (problemas para entender imagens) e dificuldades na comunicação escrita ou falada.

R7

A maioria dos sintomas de Covid-19 de longo prazo desaparece em um ano em pessoas com infecções leves, de acordo com um estudo israelense divulgado nesta quinta-feira (12).

Pelo menos 17 milhões de pessoas na Europa apresentaram sintomas prolongados de Covid-19 após se recuperarem da infecção inicial em 2020 e 2021, de acordo com modelos da OMS (Organização Mundial da Saúde). No entanto, dúvidas surgiram sobre essa condição, incluindo quanto tempo dura.

Pesquisadores em Israel analisaram os históricos médicos de quase 2 milhões de pessoas de todas as idades que tiveram Covid-19 no país entre março de 2020 e outubro de 2021.

Os resultados, portanto, incluíram as variantes iniciais do coronavírus, como a Delta, e não as variantes mais recentes da Ômicron.

Os cientistas procuraram mais de 70 sintomas associados à Covid de longo prazo e excluíram os casos mais graves, que segundo as pesquisas iniciais apresentam maior risco de se estenderem por um longo período.

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Em casos leves, o estudo encontrou um risco significativamente aumentado de várias condições, incluindo perda de olfato e paladar, problemas respiratórios, fraqueza, palpitações, infecções na garganta, tonturas e dificuldades de concentração e perda de memória.

No entanto, a maioria dos sintomas desapareceu em 12 meses.

"Há um pequeno grupo de pessoas que ainda sofre de falta de ar ou fraqueza um ano após a Covid", disse Maytal Bivas-Benita, pesquisadora do Instituto KI de Israel e coautora do estudo.

O estudo publicado na revista BMJ também constatou que os pacientes vacinados têm menor risco de problemas respiratórios — o sintoma mais comum — em comparação aos não vacinados.

As crianças tiveram menos problemas do que os adultos e geralmente se recuperaram em menos de um ano.

Bivas-Benita disse à AFP que os resultados são positivos, depois de temer que os sintomas pudessem prolongar-se com o tempo.

"A grande maioria dos pacientes ficará bem depois de um ano", garantiu.

AFP

Foto: Freepik